A educação brasileira nunca foi tão necessária e, ao mesmo tempo, nunca foi tão vilipendiada e criminalizada. Começaram atacando os professores, xingados em palanque público como responsáveis pela crise. O famigerado projeto “Escola sem partido” foi um sintoma dessa campanha de difamação sem precedentes. Depois vieram as imposições moralistas, os discursos pseudo-religiosos, baseados nos negacionismos e nos revisionismos históricos. Tudo para implantar uma ideologia baseada na ignorância e no malfeito. O próximo passo foi a escolha de um ministro incompetente, não apenas mal intencionado como observante dos preceitos que pretendiam sucatear aquilo que tinha sido um dos pontos altos dos governos passados e que é o calcanhar de Aquiles do progresso nacional: as universidades. Não bastassem os desmandos, as palhaçadas, os ditos e desditos, o governo abriu as portas do esgoto para escancarar o quanto a educação estava fora de seu plano - aliás, se é que ele existe, já que se ...
Hoje, 07.05.19, o presidente Bolsonaro foi aplaudido com entusiasmo raro. Na plateia, além dos velhos políticos, estavam os defensores da indústria das armas e demais empresários interessados na venda da morte como medida de eliminação dos indesejados sociais. Não há nada mais diabólico na sociedade moderna do que a violência indiscriminada praticada pela liberação da posse e do porte de armas. Diabólico porque mata, mas também porque engana: com a desculpa de garantir a segurança pública desejada por todos os brasileiros, o atual governo mente porque a liberação das armas não apenas transfere para a sociedade a obrigação que é sua, mas sobretudo, porque esconde os verdadeiros interesses (econômicos, especialmente) que estão por detrás destas medidas. Entre os que aplaudiram, estavam os membros do alto escalão do governo, entre os quais o autoproclamado herói-juiz agora ministro da justiça. É vergonhoso e lamentável que a justiça aplauda medidas que acaba...